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Dente do siso: como lidar

Remanescente da evolução humana, o siso ou “dente do juízo” é uma parte desnecessária do sistema digestivo.

Saiba quais as implicações em removê-lo ou não

Os terceiros molares ou dentes do siso (palavra que significa juízo, em latim) aparecem entre os 17 e 25 anos de idade e, algumas vezes, surgem em posições anômalas, o que dificulta a sua erupção. Esses dentes podem estar dentro do osso, impedidos de erupcionar devido a algum obstáculo.

Isso ocorre porque há situações do próprio desenvolvimento dos maxilares, como a falta de espaço, em virtude de um subdesenvolvimento daqueles ossos. A evolução da dieta humana, cada vez mais pastosa, é uma das razões dessa transformação. Por isso, o siso é um dente em extinção, ou seja, ao longo do tempo a arcada humana diminuiu e o número de dentes foi reduzido. É uma adaptação à evolução da espécie

A época mais comum para o surgimento de problemas com os sisos é por volta dos 17 anos de idade, quando finda o desenvolvimento das arcadas dentárias

Trata-se de um problema que só pode ser identificado através do exame odontológico rotineiro e de radiografia (geralmente panorâmica). A época mais comum para o surgimento de problemas com os sisos é por volta dos 17 anos de idade, quando finda o desenvolvimento das arcadas dentárias.

Apesar dos terceiros molares inclusos ou retidos não causarem nenhum transtorno aparente ao paciente (como dor) por muitos anos, uma série de problemas podem estar diretamente relacionados à sua presença, provocando apinhamentos dentais (dentes anteriores desalinhados), pericoronite (infecção local devido à dificuldade de higienização, com dor aguda e dificuldade de abertura da boca devido à inflamação local aguda), e cisto dentígero (cisto dentro do osso, provocado pela presença do dente do siso retido no osso). A dificuldade na mastigação e alimentação pode deixar o paciente debilitado e com sua saúde geral também afetada.

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De acordo com a especialista em prótese dentária e estética dental, Dr.ª Emanuele Piccinin, ao não tratar o siso o paciente poderá ter complicações e doenças perigosas. “Ele pode sofrer de trismo (dificuldade de abertura bucal) e infecções maiores que, se não forem bem tratadas, irão proliferar bactérias que migram para a corrente sanguínea e causam a bacteremia, uma infecção forte no coração”, alerta a profissional.

Não obstante os sisos passarem muitas vezes despercebidos, podem causar fortes dores, incômodos e inflamações que, quando não tratadas, podem desencadear doenças sérias e até levar à morte

Ninguém pode prever quando ocorrerão tais complicações relacionadas aos terceiros molares. Mas, quando ocorrem, as circunstâncias podem ser muito mais dolorosas e mais difíceis de tratar. A Associação Americana de Cirurgiões Orais e Maxilo-Faciais (AAOMS, 2009) estima que 85% dos dentes do siso, eventualmente, precisam ser removidos.

Mas os pacientes que têm problemas com os sisos não precisam se preocupar com o mito de que o dente pode cariar antes de erupcionar, ainda dentro das gengivas. Conforme explica Emanuele Piccinin, os dentes do siso não nascem com cárie. “Eles nascem hígidos e saudáveis, mas, como a dificuldade de higienização do local é ruim, eles logo ficam cariados. Então, para não ocorrer de ficarem cariados, a indicação é removê-los antes que erupcionem (nasçam)”, observa a especialista.

Remoção

Em alguns casos a remoção dos sisos também é indicada em virtude do tratamento ortodôntico (aparelhos de correção das arcadas dentárias), pela falta de espaço nos maxilares e problemas como as reabsorções das raízes de dentes próximos e lesões císticas dentro do osso maxilar.

A extração do dente é mais complexa que a de outros dentes por causa do acesso difícil ao local, mas existem técnicas que permitem a extração com tranquilidade

Por estar em um local de difícil acesso, a extração do dente é mais complexa que a de outros dentes. Muitas vezes, ele está numa posição desfavorável, o que irá dificultar a remoção. Os especialistas, entretanto, dispõem de técnicas que permitem a extração com tranquilidade. Hoje, no FaceArt Instituto Dental, é possível fazer uma sedação (anestesia em que o paciente dorme) e não assistir a cirurgia, que resulta em mais conforto para o paciente no procedimento.

A extração dos quatro sisos de uma única vez pode ser feita em quarenta minutos no consultório e, ao contrário do que muitos acreditam, usando apenas anestesia local. Apenas em casos mais complexos, o paciente pode ser levado ao hospital para fazer o procedimento.

Remoção em jovens

A remoção dos dentes do siso é mais fácil quando o paciente é jovem, por volta dos 17 anos, quando suas raízes não estão completamente formadas: o osso circundante é mais suave, elástico, e há menos chance de prejudicar estruturas nobres próximas aos dentes retidos, como nervos ou outras estruturas.

Remoção tardia

A remoção tardia é mais complicada, já que as raízes estão plenamente desenvolvidas (por vezes envolvendo estruturas nobres, como nervos) e o osso maxilar está mais denso e maduro.

Recuperação do paciente

Após a cirurgia, é normal haver inchaço e incômodo, que duram de três a quatro dias. Nesse período é importante que alimentação seja feita de pastosos e líquidos frios, evitar alimentos quentes, abusar dos gelados, não abaixar a cabeça e abrir mão das atividades físicas.

O paciente se recupera completamente em sete ou dez dias, quando são removidos os pontos de sutura. Ele pode voltar às suas atividades normais a partir do segundo dia pós-operatório, entretanto alguns cuidados se fazem necessários, como compressas geladas na região operada. A remoção de todos os dentes do siso de uma só vez é perfeitamente normal e indicada.

De maneira geral, o paciente apresenta um leve desconforto e um pequeno inchaço compatível com o processo de cicatrização normal, quadro compatível com o ato cirúrgico e esperado pelo cirurgião, que prescreve as medicações necessárias para ajudar a diminuir o trauma pós-cirúrgico.

Se você sentir alguma dor nos dentes, entre em contato com a FaceArt e agende uma consulta.

 

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